09/08/2017

O trajeto entre Cesky Krumlov e Praga dura cerca de três horas. As paisagens são bonitas, o ônibus é confortável, tem wi-fi e a rodomoça ainda serve café e chocolate quente.

Desci na estação Na Knížecí e fui andando até a minha hospedagem, o Adam&Eva Hostel. Como de costume, fiz check-in, larguei minhas coisas e parti para a rua.

Também como de costume, procurei um free walking tour para participar, para ter uma visão geral da cidade. A tempo de participar ainda naquele dia, só encontrei um em espanhol e resolvi arriscar.

Fui a pé desde o hostel até a Old Town. Quando cheguei nas proximidades da Charles Bridge, fiquei assustada com a quantidade de gente. Cheguei a me sentir incomodada. Enquanto eu esperava o sinal para atravessar uma rua, uma moça me abordou e sugeriu que eu colocasse a mochila na frente do corpo, pois há pouco tinham tentado abrir a dela. 😮

prague

Ponte Charles e Castelo.

Tive tempo de dar uma olhada rápida no Relógio Astronômico e nos arredores da praça da Old Town e já estava na hora do free walking tour da White Umbrellas.

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Old Town Square.

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Igreja da Nossa Senhora em frente de Týn.

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Relógio astronômico. Reparem que a torre está em reparos.

O guia, Alberto, era espanhol. O grupo era formado por muitas pessoas de países da América Latina, e alguns poucos brasileiros. O tour até começou de maneira interessante, contando um pouco da história da República Tcheca, mas o ritmo alucinante com que o guia despejava dezenas de informações, aliado ao fato de eu não estar entendendo parte do que ele falava (ele falava muito rápido!) não estavam me agradando.

Ouvimos algumas explicações em frente à Torre do Relógio Astronômico. Após, algumas histórias sobre Mozart em frente ao Teatro Estatal, local onde foi apresentada pela primeira vez sua famosa ópera Don Giovanni, em 1787. Junto ao teatro, uma escultura bem interessante representando um personagem dessa ópera, Il Commendatore.

teatro estatal

Teatro Estatal e Il Commendatore.

Alguns metros mais à frente, paramos em frente a um mapa de Praga e o guia começou a explicar todos os tours pagos que a empresa dele oferece em outras regiões da cidade. Ficamos uns dez minutos ouvindo ele fazer propaganda e, ainda por cima, dizendo que era a melhor maneira de conhecer tudo, porque os tchecos são muito rudes e é impossível pedir uma informação para eles sem ouvir uma grosseria. Achei aquilo tudo “o ó”, e fiz algo que eu nunca tinha feito: abandonei o free walking tour! O grupo saiu para um lado e eu para outro. 😀

Eu estava perto da Torre de Pólvora, passei em frente à Casa Municipal e encontrei uma feira com barraquinhas de comidas e bebidas. Fiz um lanche por lá.

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Casa Municipal.

Aproveitei a empolgação que eu estava por ver a cidade, e fui voltando ao hostel a pé também. Atravessei a Ponte Carlos – simplesmente abarrotada de gente. Antes de chegar no hostel, passei em um supermercado e comprei provisões para jantar e tomar café da manhã.

ponte carlos pessoas

Povo que não acaba mais sobre a Ponte Carlos.

ponte carlos

Detalhe da Ponte Carlos.

 

Alguns gastos (coroas tchecas):

  • Lanche na feira próxima à Casa Municipal (sanduichão com carne): 80
  • Compras no supermercado (comida para janta, pão, frios, leite e cerveja): 154

 


10/08/2017

Eu já me derreti em elogios ao Insider Praga no post sobre Cesky Krumlov, mas não custa repetir aqui. Planejei grande parte desta viagem utilizando as informações desse site e me baseei nessa sugestão de roteiro aqui (http://insiderpraga.com.br/o-que-fazer-roteiro-dois-2-dias-em-praga/) para explorar a cidade.

Comecei o dia pegando o tram para subir até o Mosteiro de Strahov e visitei a sua belíssima biblioteca.

biblioteca mosteiro strahov

Biblioteca do Mosteiro de Strahov.

biblioteca mosteiro strahov

Passei em frente ao Loreto e por acaso faltavam cinco minutos para a hora cheia, então esperei para ver o carrilhão de 30 sinos tocando. É curtinho e é bonito, mas não vale a espera se faltar muito tempo.

Segui para a principal atração do dia: o Castelo de Praga.

castelo praga

Entrada do Castelo de Praga.

O Castelo de Praga é na verdade um complexo com diversas construções e tem diferentes tipos de ingressos, que incluem determinadas atrações em cada, com preços variados. Dá para consultar aqui: https://www.hrad.cz/en/prague-castle-for-visitors/tickets. Comprei o ingresso do Circuito B.

Todos passam por uma revista para ingressar mesmo que nas áreas públicas do Castelo. Após passar pelo pátio, a primeira visita que fiz foi à Catedral de São Vito. Há uma pequena área interna onde é permitido o acesso gratuito – óbvio que havia uma multidão ali. Com o ingresso, acessamos o restante da Catedral. É linda, grandiosa e com vitrais maravilhosos.

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Catedral de São Vito.

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Catedral de São Vito, entre alguns outros prédios do complexo.

Segui a visita no Antigo Palácio Real. Vale a passada porque está incluso no ingresso, mas não é nada excepcional. Saguões quase vazios, com pouca coisa exposta.

Parei para almoçar em um restaurante dentro do complexo do Castelo. Claro que os preços estavam acima de outros restaurantes que tinha visto na cidade, mas ainda assim não achei exorbitante.

Entrei na Basílica de São Jorge. Bem menos pomposa que a Catedral de São Vito, menor e mais rústica, mas também bem bonita.

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Basílica de São Jorge.

Depois, conheci a Golden Lane. Achei muito legal essa parte, fiquei imaginando como era a rotina dos trabalhadores e defensores do castelo que viviam ali. Algumas casas possuem móveis e ambientações antigas. Achei curioso que os ambientes são bem pequenos, os tetos são baixos e as camas são curtas e estreitas. Há também um museu de objetos medievais (armaduras, elmos, armas e objetos de tortura).

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Golden Lane.

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Instrumentos de tortura.

Fui subindo em direção à entrada do Castelo, passando pelos pátios com vistas maravilhosas da cidade. Saí do complexo e desci pelas ruas lindinhas, até a Igreja de São Nicolau.

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Vista da cidade nos pátios do Castelo.

Um grande atrativo dessa igreja é um enorme afresco no seu teto, que estava passando por reparos. De qualquer forma, valeu a visita, as esculturas no altar e toda a decoração interna também são muito bonitas.

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Igreja de São Nicolau.

Segui até o John Lennon Wall. A história bem interessante desse muro é que os cidadãos pintavam mensagens de paz e amor, inspiradas nas letras de John Lennon e dos Beatles, e o regime comunista, incomodado com aquelas manifestações, sempre mandava pintar de branco novamente o muro. Esse processo se repetiu por inúmeras vezes, e hoje o muro está lá como um símbolo da luta contra a repressão.

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John Lennon Wall.

Fui até o pátio do Museu de Franz Kafka só para ver a curiosa escultura de David Černý. Esse escultor tcheco tem diversas obras um tanto controversas e polêmicas espalhadas pela cidade. Nesta, dois homens mijam em um mapa da República Tcheca. 😀

Depois, subi na Lesser Tower, uma das torres nas extremidades da Ponte Carlos. Foi um dos primeiros momentos em que senti tranquilidade em Praga. Bem poucas pessoas estavam visitando a torre e em muitos momentos eu fiquei sozinha no seu topo. A gigantesca quantidade de gente na cidade estava me incomodando um pouco. Sim, eu sei que era o auge da alta temporada e eu já imaginava que seria desse jeito, mas era o período que eu podia viajar. Ainda assim, das outras cidades grandes onde eu passei nessa altíssima temporada (Budapeste, Viena e até mesmo Roma), nenhuma estava tão abarrotada quanto Praga. Não vou ser doida em dizer que não gostei da cidade em função disso, pois ela sem dúvida é linda e maravilhosa e eu adorei, mas as multidões tiraram um pouquinho do seu brilho.

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Castelo de Praga visto a partir da Lesser Tower.

Fiquei um bom tempo lá em cima aproveitando a calmaria e o belo cenário, e aproveitando, um pouco à distância, o astral da Ponte Charles com os diversos artistas expondo e vendendo seus trabalhos dividindo espaço com os pedestres.

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Ponte Carlos vista a partir da Lesser Tower.

Caminhei de volta ao hostel, passando pelo Parque Kampa, onde estão outras esculturas do David Černý.

esculturas David Černý

Esculturas de David Černý.

 

Alguns gastos (coroas tchecas):

  • Tíquete do transporte público: 24
  • Entrada Biblioteca do Mosteiro Strahov: 120 (+50 da permissão para fotografar)
  • Ingresso do Circuito B do Castelo de Praga: 250
  • Almoço no restaurante no interior do Castelo: 285
  • Igreja de São Nicolas: 70
  • Ingresso Lesser Tower: 100
  • Compras no supermercado (comida para janta, bebidas e outros lanchinhos): 198

 


Hospedagem: Adam&Eva Hostel – €97,74 por quatro diárias em quarto feminino com oito camas

Em uma zona bem residencial e tranquila, fora do agito do centro. Ainda assim, dá para conhecer tudo a pé ou, na preguiça, pegar um transporte público para algum lugar e voltar caminhando (e vice-versa). O hostel é espaçoso e tem uma cozinha bem equipada. Wi-fi funciona muito bem. Não oferece café da manhã, mas disponibiliza itens para fazer café ou chá a qualquer hora do dia. O banheiro é fora do quarto, chuveiro bem bom. A recepção não funciona 24 horas, mas fui embora durante a madrugada e deixei as chaves em uma caixa própria para isso. As atendentes foram super prestativas. Fica próximo a supermercados, restaurantes e caixas eletrônicos. Os beliches são de metal, confortáveis, com luzes e tomadas individuais em todas as camas e cortinas nas camas de baixo.