08/01/2017

Novamente tomamos café da manhã no Oxxo e fomos ao Hotel Rivera del Ángel, de onde saiu nosso passeio. Esse tour que visita Árbol del Tule, fábrica de tapetes, Mitla, Hierve el Agua e fábrica de mezcal é bem comum em Oaxaca e diversas empresas fazem.

A primeira parada do dia foi na Árbol del Tule. É a árvore mais larga do mundo, com 58 metros de circunferência. Apesar de não ser a mais velha, sua idade também impressiona: mais de dois mil anos. É uma visita rápida, apenas pela curiosidade de conhecer a tal árvore.

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É, a bicha é grande mesmo!

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A próxima parada foi um “penduricalho” do passeio: visitamos uma fábrica de tapetes, onde eles mostram como a lã é retirada, tratada, tingida, como é feita a tecelagem etc. E, claro, depois temos alguns minutos para as compras. Os tapetes são realmente lindos e até olhei o preço de um pequeninho, daqueles de banheiro. Custava o equivalente a 40 dólares 😮 . Hm… hoje não. Eles vendiam também lembranças diversas e outros artigos mais industrializados em lã. Uni o útil ao agradável e comprei um ponchinho, já vesti ele na hora e usei o resto do dia – fazia mais frio do que o esperado e ventava forte, o próprio guia do passeio disse que aquela temperatura e principalmente aquele vento não eram comuns.

Seguimos, agora para conhecer o sítio arqueológico de Mitla. O setor que visitamos era basicamente de rituais religiosos e enterros. Há algumas tumbas onde é possível entrar (estão vazias).

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Entrada de uma das tumbas.

Muito interessante nesse lugar é a decoração de mosaicos de pedras em composições geométricas.

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Diferentes mosaicos.

Na saída do sítio há uma feira de artesanato, diversas peças têxteis muito bonitas. Um senhor do nosso grupo estava tomando uma ceva, gostamos da ideia dele e pegamos umas também para abrir o apetite antes do almoço 😛 .

Fomos levados a um restaurante no esquema buffet para almoçar. Não estava incluso no valor do passeio (aliás, as entradas dos lugares que visitamos também não), mas era um buffet ajeitadinho, com várias comidas típicas e uma senhora fazendo quesadillas na hora. Estava gostoso.

restaurante

Típicas bandeirinhas mexicanas decorando o restaurante onde almoçamos.

Partimos para Hierve el Agua. Nesse local existem nascentes de água carregada em minerais que, com o passar de milhares de anos foram petrificando e formando um cenário muito peculiar. Além das piscinas de borda (naturalmente) infinita, há duas cascatas petrificadas.

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É possível tomar banho e inclusive fomos preparados para isso, levando roupas e toalhas, mas o frio e o vento forte nos fizeram desistir da ideia. Apesar do nome sugerir que a água está fervendo, ela não é quente (cerca de 24º). Só o Rodrigo se animou a colocar os pés na água, enquanto alguns corajosos não queriam nem saber e estavam nadando nas piscinas (alguns, diga-se de passagem, até de cuecas!).

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Infelizmente o tempo acabou sendo curto para explorar o lugar como ele merece. Há umas trilhas para ver as cascadas petrificadas e só conseguimos fazer a mais curta, na correria.

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Finalizando o passeio, paramos em uma fábrica de mezcal. Eles mostram o processo de fabricação da bebida e os diferentes tipos de agave (planta base) que podem ser usados. Inclusive eles disseram que a tequila é um tipo de mezcal, uma espécie de denominação de origem (assim como o champagne é um tipo de espumante), pois somente as bebidas feitas no estado mexicano de Jalisco (entre mais algumas regiões dos arredores) podem receber o nome de tequila. Existem também algumas diferenças pequenas entre o processo de cada uma.

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Depois das explicações, a melhor parte: eles servem degustações de diversos tipos de mezcal: jovem, envelhecido, etc. Provamos das formas tradicionais: com sal de gusano e laranja, e também com o sal, a laranja e o próprio gusano 😮 . Gusano é esse carinha no prato aí de baixo:

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Sim, todos nós experimentamos o mezcal com o verme. Não dá muita diferença no sabor.

Experimentamos também algumas bebidas com misturas de frutas, eles tem de diversos sabores: com coco, com morango, com baunilha… muitas opções. Gostei especialmente do beso oaxaqueño, com morango, melão e cenoura, uma delícia.

A galera entorna mezcal, enquanto as pessoas vão pedindo provinhas eles vão servindo. E muitos compram várias garrafas, é claro.

Na volta a polícia parou a outra van do nosso grupo (estávamos em duas), enquanto a nossa levou todos de volta a outra teve que acompanhar os policiais. Ficamos sem saber o que tinha acontecido e com pena do guia/motorista.

Mais tarde saímos para jantar, fazia um frio desagradável. Estava cerca de 10º, vesti os dois casacos que eu tinha levado mais o poncho que tinha comprado nesse dia! Jantamos no mesmo restaurante do primeiro dia (esqueci de pegar o nome), de frente para o Zócalo, dessa vez comemos nachos e guacamole.

Notamos diversas pessoas pedindo dinheiro nos arredores do Zócalo, algumas nos abordaram e eram de outros países como Honduras e Guatemala. Há uma espécie de rota das pessoas indo da América Central para os Estados Unidos e é muito, muito duro o que essas pessoas passam para apenas tentar ter uma vida um pouco melhor do que elas têm em seus países 🙁 .

Alguns gastos (pesos):

  • Gastos no Oxxo (cafés da manhã e lanches para o dia): 240
  • Ingresso Árbol del Tule: 10
  • Ingresso Mitla: 65
  • Almoço (por pessoa): 140
  • Ingresso Hierve el Água: 50
  • Janta para 3: 120