31/12/2016

O dia anterior tinha sido mais para fazer um reconhecimento dos arredores, mas este foi de turistar! Tomamos café da manhã, fizemos nosso mate (o Rico levou cuia, bomba e erva-mate, e compramos lá a garrafa térmica) e fomos novamente caminhando até o Zócalo.

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Casa de los Azulejos, no caminho para o Zócalo.

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Antes de mais nada, sentamos para ver o movimento e matear. Conversamos com uma família de brasileiros (um casal e duas filhas adolescentes) que estavam em uma conexão longa, vindo de férias em Cuba. Tinham adorado!

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Mateando!

Fizemos a primeira visita do dia entrando na Catedral. Nos informamos sobre os preços e horários da visita guiada às torres, mas deixamos para depois.

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Interior da catedral.

Fomos ao Palácio Nacional para ver os painéis pintados por Diego Rivera. A entrada é gratuita, mas é necessário deixar um documento na recepção (um por grupo, deixei meu passaporte por nós três).

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Palácio Nacional.

No interior do Palácio há vários painéis pintados por Diego, mas o famoso e mais impressionante é o Epopeya del Pueblo Mexicano, onde estão retratados diversos aspectos culturais e políticos do seu povo. Diego e suas obras foram muito polêmicos, pois ele era comunista e expressava suas críticas ao governo e ao sistema capitalista através de suas pinturas.

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Epopeya del Pueblo Mexicano.

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Depois de admirar os murais e dar um passeio pelos jardins internos do palácio (onde moram alguns gatos e um simpático cachorro), voltamos à catedral e fizemos a visita guiada às torres.

A tour é interessante e conta diversas curiosidades sobre a catedral, as torres, os sinos e a relação com a cidade. A vista que sem tem do Zócalo lá de cima é bem bonita.

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Zócalo e Palácio Nacional vistos de cima da catedral.

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A pista de patinação no gelo e, bem no canto esquerdo, o tobogã.

A essa altura bateu a fome e caminhamos até o Mercado San Juan. Muitas opções de bancas de alimentação. Escolhemos a Antojería Vic, que tinha um menu bem variado e o garçom que nos atendeu era muito gente boa.

O almoço consistia em uma sopa de entrada (de lentilhas ou de frango), um acompanhamento (salada ou arroz ou espaguete), uma carne (comemos um peito de frango recheado com queijo e espinafre que estava muito gostoso) e um suco que podia ser água de melón ou horchata. Eles chamam de água a bebida que mistura a fruta com água, e de suco quando é a fruta pura. O garçom teve a maior paciência do mundo de nos explicar o que era cada coisa do cardápio, querido! Pedi a horchata, que é um suco feito a partir do arroz e misturado com baunilha e leite condensado. Fui mais na curiosidade, mas a bebida é muito boa! Enfim, além de tudo isso, eles servem tortillas quentinhas à vontade. Era muita comida, não demos conta de comer tudo! Até o suco era servido em uma jarra de um litro para cada um! O garçom veio nos perguntar se não tínhamos gostado da comida, porque sobrou muita coisa, dissemos que estava tudo ótimo mas que era comida demais. Ele disse que aquela é uma porção normal para um mexicano e que por isso todos eles são un poco gorditos XD . Na correria entre atender outros clientes, ele parava para conversar um pouquinho com a gente.

Não somos grandes falantes de espanhol, mas gostamos de tentar falar a língua do local. A interação sempre é melhor e sempre rende boas risadas também. O Rico perguntou (misturando palavras em espanhol e em português) para o garçom se no México eles usam o milho roxo para fazer suco, como se faz no Peru. O garçom, com a maior humildade do mundo, perguntou “¿Que es suco?”. Foi muito engraçado 😀 !

Aproveitando a boa vontade do garçom gente finíssima, pedimos uma dica de onde passar a virada do ano. Ele recomendou a Avenida Paseo de La Reforma, junto ao monumento Ángel de la Independencia, onde haveria shows e queima de fogos.

Caminhando de volta para a região do Zócalo, notamos diversas pessoas carregando caixas de papelão, todas iguais. Ficamos intrigados, até que perguntamos a um senhor na rua, sei lá, vai que estivessem distribuindo algo de comer em algum lugar e a gente estivesse perdendo 😛 . Eram doces de uma confeitaria famosa ali dos arredores e as pessoas estavam comprando para as suas comemorações de ano novo.

Fizemos a visita ao Templo Mayor, o preço normal é de 70 pesos mas nesse dia era grátis (não entendi porque, mas ok).

Templo Mayor é um sítio arqueológico remanescente dos astecas, na época em que aquele lugar era a capital do império, Tenochtitlán. É claro que a colonização espanhola colocou muita coisa abaixo e cobriu boa porção, mas escavações revelaram uma parte do que era o templo e resgatou muitos objetos, expostos no museu do local.

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Templo Mayor.

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Museu do Templo Mayor.

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Mais tarde, tomamos nosso espumante de ano novo no apartamento e saímos para as comemorações de rua.

É bem provável que nas partes mais afastadas da Cidade do México não seja assim, mas na parte central há muito policiamento. Muito policiamento mesmo, ainda mais para nós, acostumados com Porto Alegre, onde infelizmente passamos bastante tempo sem ver um policial pela rua… 🙁

Enfim, nos sentimos super seguros de ir caminhando até o Ángel de la Independencia. Quanto mais perto, maior era o movimento. Chegando lá, a avenida estava tomada de gente. Não é permitido beber nas ruas e vimos que o povo respeita muito isso. Quando algum local estava bebendo algo, era refrigerante, e uns e outros que nitidamente eram turistas levavam uma garrafa de espumante disfarçada em uma sacola plástica.

Procuramos um bar para beber e comer algo, pedimos umas long neck de Dos Équis e um prato de nachos con queso.

Mais perto da meia-noite, voltamos para a avenida e assistimos ao show de fogos de artifício. Foi super bonito. Terminada a queima de fogos, um conjunto musical começou a tocar e diversas pessoas na avenida começaram a dançar, tudo muito na paz. A combinação policiamento reforçado + proibição de consumo de bebidas alcoólicas inegavelmente evita confusões.

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Esperando a virada do ano!

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Feliz Ano Novo!

Na hora de ir embora, até abordamos um táxi para ver o quanto ele nos cobrava, mas achamos o valor alto para a distância até o apê. Estávamos com uma sensação de segurança tão boa com todo aquele policiamento que decidimos voltar andando mesmo.

Alguns gastos (pesos):

  • Visita guiada nas torres da Catedral: 20
  • Almoço para 3 no Mercado San Juan: 225
  • Cevas e nachos para 3: 195