03/01/2017

Após a primeira janta em terras mexicanas, eu tinha levantado na manhã seguinte com a boca vermelha (parecendo que eu tinha passado batom) em reação aos molhos de pimenta. Dessa vez foi ainda pior, levantei com a boca inchada! Injeção de ácido hialurônico para quê? É só consumir pimenta mexicana! 😀

A programação do dia era visitar o Museu de Frida Kahlo. Pegamos o metrô até o bairro de Coyoacán, estação de mesmo nome, e andamos até o museu. Chegando lá, duas filas imensas: uma para quem tinha ingresso comprado ingresso com hora marcada pela internet, e outra para quem ia comprar na hora. Enquanto a fila para quem já tinha ingresso andava rápido, a que estávamos simplesmente não saía do lugar. Após uns 15 minutos veio um funcionário do museu conversando com as pessoas na fila e explicando que a prioridade é dada aos que já tem ingresso e que a entrada para os demais é mediante disponibilidade, e que a previsão para entrada era de duas horas e meia a três horas 😮 ! Ainda ficamos uns minutos na fila, assimilando a informação e pensando no que fazer, pois no dia seguinte iríamos embora da Cidade do México e eu ficaria extremamente magoada em sair de lá sem ir no Museu da Frida.

Resolvemos procurar um bar ou lancheria com wi-fi nas redondezas, para comer algo e tentar comprar os ingressos pela internet. Encontramos uma 100 Montaditos (franquia de lojas bastante popular na Espanha, mas com estabelecimentos em outros lugares no mundo – alguém aí anima a abrir uma em Porto Alegre? 😛 ) e ficamos bem felizes de fazer um lanche lá. Enquanto isso tentamos comprar ingresso para aquela tarde… tolinhos! Tudo esgotado! Só conseguimos para a manhã do dia seguinte, mas foi um alívio.

Fica a dica: compre ingressos antecipados para o Museu da Frida em https://www.boletosfridakahlo.org/ .

Aproveitamos para dar uma passeada no bairro. Fizemos uma visita rápida na Iglesia San Juan Bautista, e após, ficamos um pouco na praça em frente, chamada de Jardín Centenário. Havia vários esquilos ali, muitos vem pegar comida na mão das pessoas.

 

jardín centenário

Fuente de los Coyotes.

 

Estava tendo uma feira de artesanato e comidinhas, comemos uns doces árabes ma-ra-vi-lho-sos.

Pegamos novamente o metrô e fomos até a Arena México comprar ingressos para assistir a lucha libre à noite. Havia assentos disponíveis bem perto do ringue, compramos para a 4ª fileira.

Seguimos caminhando. Passamos por uma feira de artesanato bem grande na Calle de Balderas, a Artesanías Ciudadela. O Rico estava empolgado com a lucha libre e comprou duas máscaras. Nós compramos uma caveira colorida para enfeitar a estante.

Fomos fazer a visita ao mirante da Torre Latinoamericana.

torre latinoamericana 05

O elevador deixa no andar onde há uma cafeteria. A vista dali já é incrível, mas a sala é toda fechada com janelões. Subindo mais alguns andares, chegamos no mirante propriamente dito, um ambiente ao ar-livre e cercado de grades. A visão que se tem da cidade é de 360 graus. É demais!

torre latinoamericana 01

torre latinoamericana 02

torre latinoamericana 03

torre latinoamericana 04

Antes de descer, tomamos cafezinhos. Achamos que seria caro, mas não, são preços normais. Lá também tem um restaurante, para quem quiser fazer uma refeição com aquele visual. Passeamos um pouco mais pelas redondezas do Zócalo e voltamos para o apartamento. Passamos em uma Oxxo (rede de lojas de conveniências, tem por tudo) e compramos umas coisas para lanchar e tomar café da manhã no dia seguinte.

Antes de sairmos, os guris experimentaram as máscaras e me proporcionaram o espetáculo de uma lucha libre privativa. 😀 XD 😀 XD 😀 Viajei com dois abobados!

Novamente fomos caminhando até a Arena México. Cruzes, lembrando agora, como a gente caminhou nesses dias na Cidade do México!

A movimentação para entrar na Arena era bem grande, vimos bastante gente comprando ingressos na hora. O lugar encheu bastante!

Tínhamos muita curiosidade em assistir à luta livre, por causa daquelas transmissões da época da nossa infância. Mas eu não imaginei que seria tão divertido! O evento é um espetáculo, um entretenimento: show de luzes, apresentador, telão, músicas personalizadas para a entrada de cada lutador. Fiquei surpresa também por não ter só turistas assistindo, mas muitos locais torcendo, xingando e chamando os juízes pelo nome, vibrando…

Foi mesmo muito engraçado! Impossível não se envolver com a torcida!

lucha libre 02

lucha libre 03

Apesar de dar para ver que os golpes são muito bem ensaiados, na primeira luta do dia um cara caiu de mau jeito e tiveram que imobilizar o seu pescoço e retirá-lo do palco na maca. Ficamos um tempo tentando entender se fazia parte da encenação ou se era sério, mas… era sério. Tomara que tenha sido só o susto!

Na plateia ficam passando vendedores de bebidas e petiscos o tempo todo, aproveitamos para experimentar uma michelada (cerveja servida no copo com sal e suco de limão). Não curtimos, era muito salgado.

No mais, rimos muito com as lutas e os lutadores com seus nomes engraçados como “Vírus” (um baixinho invocado), “Máximo Sexy” e “Estrellita” (uma mulher, também teve uma luta feminina).

lucha libre 01

Programação de lutas do dia.

As fotos não dão muita noção da luta livre, então deixei um pequeno vídeo no Youtube: https://youtu.be/su0AtdvbtIs.

Pegamos o metrô até o Parque Alameda e novamente as barracas já estavam fechando. Achamos uma aberta na esquina da Calle de Balderas com a Avenida Juárez. Tacos simples e deliciosos. Dessa vez, não usei o molho de pimenta… 🙄

Alguns gastos (pesos):

  • Lanches com bebidas para 3 no 100Montaditos: 305
  • Tíquete da Torre Latinoamericana: 100
  • Ingresso Lucha Libre (há ingressos mais baratos para fileiras mais distantes): 195
  • Compras (leite, frios e pão) no Oxxo: 84
  • Tacos na barraca de rua (para 3 pessoas): 96