01/01/2017

Saímos cedo e as ruas estavam bem vazias, com aquela cara de manhã do primeiro dia do ano. Pegamos o metrô até a estação Chapultepec e nos dirigimos ao Museu Nacional de Antropologia.

Atravessamos um pedaço do Bosque de Chapultepec, um parque enorme, arborizado e com diversas atrações como um castelo, um lago com pedalinhos, zoológico e o próprio museu.

entrada chapultepec

Exposição fotográfica na entrada do Bosque de Chapultepec.

Antes de chegar no museu, sentamos para tomar uns mates e dali a pouco notamos esquilos fofinhos nas árvores.

esquilo

O Museu Nacional de Antropologia da Cidade do México (http://www.mna.inah.gob.mx/) é um dos mais importantes do mundo na sua área. Em mais de vinte salas distribuídas em dois andares, expõe objetos de todas as épocas em que o homem esteve presente no território mexicano, desde a chegada dos primeiros indivíduos à América, passando por diversos povos pré-colombianos (teotihuacanos, toltecas, mexicas, oaxaquenhos e maias, entre outros) até chegar às etnias mais recentes de diferentes regiões do país.

entrada museu

Entrada do Museu.

As duas primeiras salas são dedicadas a uma introdução à antropologia e ao povoamento da América, e já são sensacionais.

Um pouco adiante, a sala dedicada a Teotihuacán, sítio próximo à Cidade do México que visitaríamos no dia seguinte, o que só aumentou nossa expectativa.

teotihuacan 01

Sala de Teotihuacán.

tolteca 01

Sala dos Toltecas.

Há muita coisa fantástica de diversos povos, mas uma das salas mais incríveis é a dedicada ao povo mexica (ou asteca).

mexica

Calendário Asteca.

Apesar de ser domingo, dia em que a entrada é grátis para os mexicanos, o museu não estava muito cheio. Eventualmente algum grupo guiado disturbava um pouco o ambiente, mas aí a gente aproveitava para roubar ouvir as explicações do guia. 😛

oaxaca

Oaxaca.

costa do golfo

Costa do Golfo.

Mais de duas horas e meia de visitação e a recém tínhamos visto oito salas (de um total de 22). Saímos do museu para comer algo e dar um tempo para a cabeça (muita informação para processar). Não há problemas em sair do museu e entrar novamente depois com o mesmo ingresso.

Saindo no parque, havia diversas barracas de lanches variados. Escolhemos um que vendia “tortas”, nada mais é do que um sanduíche com o recheio a escolher, tipo os lugares que vendem xis por aqui: carne, frango, linguiça, com ovo ou sem, etc. Sabe o sanduíche de presunto do Chaves? É esse, na verdade o que ele sonha em comer é uma torta de jamón.

Pegamos nossas tortas e nos sentamos para ver uma apresentação que estava rolando dos voladores.

voladores

Voladores! 😮

Os caras sobem em um poste de uns 30 metros de altura, enrolando cordas ao redor do topo. Então, se “jogam” lá de cima e vão tocando uma música com flauta e um  instrumento de percussão, ao mesmo tempo em que a corda vai desenrolando e eles vão se aproximando do solo. É muito curioso! Isso surgiu como um ritual de alguns povos, mas ali a apresentação era turística mesmo.

Alimentados e descansados, voltamos ao museu. Retomamos na sala 9, que é a dos maias. Maravilhosa!

maia

A partir da sala 12, que encontra-se no segundo andar, a temática muda e o que vemos são exposições sobre os povos indígenas mais recentes. E assim passamos mais quase três horas.

Bom, ao todo foram mais de cinco horas e meia de visitação porque o museu é fantástico. Não é à toa que ele é uma das principais atrações do país, vale muito a pena dedicar um dia para ele.

Saindo de lá, passeamos pelo Bosque de Chapultepec. Estava bombando, imagina um parque em um domingo à tarde, dia bonito de sol. Diversas barracas vendendo bugigangas, lembrancinhas, comidas… Resolvemos comer algumas coisinhas. Primeiro comprei um copo com frutas fatiadas, o vendedor me perguntou se eu queria com sal e pimenta ou natural. Por uma fração de segundo quase respondi “eca, como assim sal e pimenta?!”, mas consegui me conter e pedi natural. Era um mix de diversas frutas e entre elas uma branca que não conhecíamos, sabor e aspecto parecidos com nabo. Paramos na próxima barraca que também vendia frutas e perguntamos que fruta era aquela. A mulher não só respondeu que chama-se jicama, como nos deu uma provinha dela com sal, pimenta e limão. Não é que fica bom mesmo? E eles são uns queridos, estão sempre prontos a ajudar com algo ou a responder às curiosidades dos turistas!

Se desse tempo, a ideia era também visitar o Castelo de Chapultepec nesse dia, mas estava perto do horário de seu fechamento e ficamos só passeando mais um pouco pelo parque mesmo. Comemos também uma gordita de nata com nutella, tipo um pão adocicado feito com nata, recheado com nutella (nutella=vida 🙂 ).

Saímos do parque na Avenida Paseo de la Reforma, cheia de prédios enormes e modernos. Pensamos em pegar o metrô para voltar, mas decidimos voltar caminhando e assim ver mais da cidade. Passamos pelo Ángel de la Independencia.

Fomos novamente ao supermercado comprar umas coisas. Estávamos tão cansados de caminhar feito camelos, que fizemos uma janta no apartamento e nem saímos à noite. O Rico disse que nunca tinha caminhado tanto na vida! XD

Alguns gastos (pesos):

  • Metrô: 5
  • Ingresso no Museu Nacional de Antropologia: 70
  • “Torta”: 50
  • Copo de frutas fatiadas: 25
  • Gordita com nutella: 20
  • Supermercado (água, leite, pão, ovos, cerveja): 233