30/12/2016

Foi a primeira vez que viajamos com um reforço no time: nosso amigo Rico (o nome dele é Ricardo, não é que ele seja rico 😛 ) nos acompanhou nessa viagem!

Pegamos o voo da Copa Airlines saindo de Porto Alegre 1:30 da manhã, com conexão na Cidade do Panamá. A Copa fez o “favor” de nos colocar nos assentos que não reclinam (pois as saídas de emergência ficam logo atrás) e passamos as mais de seis horas de voo em uma posição bem desconfortável e sem conseguir dormir :/ .

No aeroporto do Panamá, decidimos tomar um café. Estávamos tentando entender os preços, se eram dólares, se era moeda local… a gente nem fazia ideia de qual era a moeda local! Até achar um wi-fi, conectar, pesquisar essas informações, fazer contas… o Rico foi lá e pegou café para nós três. Resultado: foi o café mais caro da vida! 7 dólares por cada copo de cappuccino, que nem estava tão bom assim… Os preços lá são em dólares, não façam a bobagem que a gente fez.

Mais umas três horas de voo, dessa vez ficamos em assentos decentes e deu para dormir. E chegamos à Cidade do México!

Nós três levamos somente bagagem de mão, então escapamos da função de aguardar esteiras. Eu levei uma mochila de 40 litros que saiu pesando 7,8 quilos! Fiquei orgulhosa! Não que eu tenha o hábito de levar muitas coisas, mas a cada viagem estou (e o Rodrigo também) aprimorando a arte de viajar leve.

A imigração foi tranquila e rápida. Na saída da área de desembarque, temos que apertar um botão: se acende a luz verde, é só passar, mas se acende a luz vermelha, eles revistarão toda a sua bagagem. Deu verde para nós três.

Passamos em umas casas de câmbio ainda dentro do aeroporto. Tínhamos lido que, ao contrário da regra geral, o câmbio do aeroporto na Cidade do México é melhor do que no resto da cidade. Trocamos um pouco de dólares, desconfiados disso, mas ao longo de toda a viagem comprovamos que de fato as cotações ali eram as melhores. Em média, e também para dar uma ideia de valores, trocamos cada dólar por 20 pesos.

Logo na saída do portão 3 do Terminal 2 está o ponto do Metrobús (mais informações em http://www.metrobus.cdmx.gob.mx/). É um ônibus articulado que tem corredores próprios, fugindo assim das tranqueiras. Achamos que essa era a melhor relação custo-benefício, apesar de ser possível ir de metrô e esse ser baratíssimo, não queríamos já de cara pegar um metrô cheio de gente. O bilhete é comprado na máquina automática junto ao ponto, é preciso ter o valor certo pois a máquina não dá troco (todo o valor inserido é colocado como carga no cartão). O cartão custa 10 pesos e pode ser usado por mais de uma pessoa, com uma nota de 100 pesos deu certinho para nossas três passagens mais o cartão.

Outra coisa legal do Metrobús é que ele é de superfície, então já fomos curtindo tudo, vendo a as pessoas, os prédios, a loucura do trânsito, conhecendo a cara da cidade.

Em menos de meia hora, descemos na estação Museo de San Carlos, a uma quadra do apartamento que alugamos pelo AirBnb. A senhora que nos recebeu ainda estava terminando de fazer a limpeza, largamos as mochilas e fomos achar um lugar para comer. Mais do que famintos, estávamos loucos para comer comida típica mexicana. Bem ao lado do apê tinha um lugar bem bom, a Casa de los Abuelos. O Rodrigo pediu tacos de cochinita pibil (carne de porco desfiada), estavam deliciosos, e eu e o Rico compartilhamos flautas mistas (tortilhas enroladas crocantes, com recheios de carne, de frango e de chicharrón) acompanhadas de abacate e creme azedo. Tirando a flauta de chicharrón, que a gente ainda não sabia o que era, o resto todo estava muito gostoso.

tacos casa de los abuelos

Tacos de cochinita pibil.

flautas casa de los abuelos

Flautas mistas com abacate e creme azedo.

Voltamos ao apartamento, que agora estava pronto, demos uma ajeitada nas coisas nos nossos quartos e saímos de novo.

Passamos pelo Parque Alameda Central, bastante gente curtindo o local. Gurizada ouvindo música e dançando, casais namorando, senhores passeando, aquele ar legal de parque.

Passamos em frente ao belíssimo prédio do Palácio de Belas Artes e seguimos em direção ao Zócalo.

palacio belas artes

Palácio de Belas Artes.

telhado palacio belas artes

Lindo telhado do Palácio de Belas Artes.

O Zócalo, ou Plaza de la Constitución, é um enorme espaço público e principal ponto do centro histórico da Cidade do México, e é onde se passa a cena inicial do filme “007 contra Spectre”. Chegar lá foi uma surpresa: ela estava muito diferente de todas as imagens já vistas. Uma mega estrutura montada, com uma enorme árvore de natal, um tobogã e até… uma pista de patinação no gelo!

catedral ciudade mexico

Catedral metropolitana, no Zócalo.

Nos pegou de surpresa, mas surpresa boa. O clima estava muito bom. Vimos filas enormes de pessoas para brincar no tobogã e na pista de patinação e descobrimos que era tudo grátis! Não nos animamos a entrar nas filas, mas achei muito legal a iniciativa.

ciclotaxi

Olha que legal os ciclotaxis que circulam pelo centro histórico!

Ficamos um bom tempo por ali curtindo o movimento. Decidimos ir atrás de um supermercado e pegar algumas coisas para abastecer o apartamento: água, cerveja, coisas para café da manhã etc.

Descobrimos um super enorme a algumas quadras do apartamento e ficamos um bom tempo lá. Olhamos os produtos típicos, frutas, verduras, coisas diversas. Era um mercado enorme, misto de Carrefour com Lojas Lebes 😀 , vendia até eletrodomésticos, eletrônicos, pneus, roupas, calçados… 🙂 foi um entretenimento.

À noite, ainda queríamos comer comida mexicana. E quanto mais popular, melhor. Fomos em umas barraquinhas que ficam no Parque Alameda Central. Olhamos algumas e escolhemos uma que nos apeteceu. De modo geral, todas faziam as mesmas comidas. Pedimos diversas coisas diferentes para compartilhar e experimentar tudo. Comemos quesadillas com longaniza (um tipo de linguiça), huaraches de carne e de frango e gorditas de chicharrón. Não sei porque insistimos no erro do chicharrón, não estava gostoso, era muito gorduroso. Só depois fui ler e descobrir que é a pele do porco (a partir daí não comi mais). Mas o restante estava delicioso! A senhorinha que estava amassando a massa de tortilla pegou nosso dinheiro, nos deu o troco e voltou a amassar, tudo com a mesma mão e sem limpá-la! Ahahah, deve ser esse o segredo do sabor! Sem a manha que os mexicanos têm, passamos trabalho para comer. Os recheios caíam, o molho escorria, parecíamos trogloditas comendo. Que lambuzeira, os locais se divertiram com a gente 😀 . E claro, provamos a famosa pimenta mexicana, os molhos estão à parte para colocar o quanto e se quiser. A fama não é à toa, poucas gotas são suficientes para deixar muito picante. 😮

Alguns gastos (pesos):

  • Cartão Metrobús: 10
  • Passagem Metrobús (linha que integra o aeroporto): 30
  • Almoço para 3 no Casa de los Abuelos: 208
  • Compras diversas no super: 597,40 (compramos um monte de coisa, inclusive uma garrafa térmica para tomar chimarrão e um espumante para a noite do Ano Novo)
  • Janta para 3 nas barracas do Parque Alameda Central: 245

Hospedagem: https://www.airbnb.com.br/rooms/6199021?location=Ciudad%20de%20M%C3%A9xico%2C%20M%C3%A9xico&s=q1COJWGi – USD 252 por cinco diárias.

Foi nossa primeira experiência com o AirBnb e foi excelente. A proprietária foi super prestativa, antes e durante a nossa permanência, e a localização é ótima, fizemos muitas coisas a pé.