02/01/2017

Ebaaaa! Esse dia era muito aguardado!

Pegamos o metrô até a estação Autobuses del Norte, e saindo da estação já é a entrada do terminal de ônibus de mesmo nome. É só seguir para o lado esquerdo, dentro do terminal, até encontrar o guichê da empresa Autobuses Teotihuacán. Compramos o tíquetes de ida e volta na hora mesmo. Chegamos ao destino aproximadamente 10 horas da manhã, após uma hora de viagem.

A entrada para quem chega de ônibus fica a uma caminhada considerável das Pirâmides do Sol e da Lua (principais construções do local), mas dá uma boa perspectiva do sítio como um todo.

entrada

Entrando em Teotihuacán. Lá no fundo, a Pirâmide do Sol.

caminho teotihuacan

Rumo às pirâmides.

Chegamos na Pirâmide do Sol e iniciamos a subida. A escadaria é estreita e íngreme, forma uma fila de pessoas. Nada que uma dose de paciência e umas paradas estratégicas para admirar a paisagem não resolvam.

piramide do sol

O visual do alto da pirâmide é demais! Ficamos bastante tempo lá em cima, curtindo o visual.

vista teotihuacan

piramide da lua

piramide do sol eu

Descemos e fomos até a Pirâmide da Lua. O caminho, chamado de Calzada de los Muertos, é repleto de construções menores.

panoramica teotihuacan

Atualmente não é permitido subir até o topo da Pirâmide da Lua, mas pela sua localização em relação ao sítio todo, a vista também é incrível.

panorama teotihuacan

Uau!

Quando descemos, procuramos uma sombra junto a uma das pequenas pirâmides laterais, e nos sentamos para comer os sanduíches que tínhamos levado (bem reforçados, com frios, alface, tomate e ovo cozido, embrulhados no papel alumínio, bem estilo farofeiro mesmo 😛 ). De sobremesa, compramos lá umas paletas mexicanas.

Visitamos a parte do Templo de Quetzalpapalotl, Palácio dos Jaguares e Templo dos Caracóis Emplumados. A área é fechada e eles controlam o número de visitantes por vez, então ficamos uns 10 minutos na fila para entrar. Há um pátio com bonitas pinturas e colunas entalhadas, e uns murais com algumas figuras pintadas. Acredita-se que nessas construções vivia a elite da cidade.

quetzalpapalotl

Templo de Quetzalpapalotl.

caracoles emplumados

Templo de los Caracoles Emplumados.

Voltamos para ir ao museu do sítio, atrás da Pirâmide do Sol. Não é grande, possui algumas peças encontradas lá e que não foram levados ao Museu Nacional de Antropologia, alguns esqueletos e uma maquete bem interessante do local.

placa teotihuacanos

Eu também achava que Teotihuacán era uma cidade construída pelos astecas… viajando e aprendendo!

maquete

Maquete.

museu teotihuacan

Peças no museu.

Quando chegamos de manhã em Teotihuacán, bem na entrada, havia uma placa indicando La Ciudadela em frente e as pirâmides à esquerda. Estávamos tão alucinados para ver as pirâmides e subir nelas que desdenhamos da Ciudadela, deixamos para “talvez depois” voltar lá. Mas quando bateu o cansaço de caminhar debaixo do sol, quase três horas da tarde, nem nos lembramos dessa parte não vista. Então, recomendo conhecer essa parte logo ao entrar, porque possui construções bem legais (incluindo o Templo de Quetzalcoatl) e diferentes de todo o resto (só sei disso por fotos).

Resolvemos ir embora. A fila para pegar o ônibus para voltar à Cidade do México estava grandinha e só embarcamos no segundo ônibus. A ideia era, se desse tempo e vontade, visitar a Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe. É uma combinação clássica de passeios para quem vai à Cidade do México, muita gente faz isso. O detalhe é que os tours guiados iniciam a visita pela Basílica e depois vão a Teotihuacán, então para quem vai por conta e quer pegar Teotihuacán mais vazio, é melhor ir de manhã (quanto mais cedo, melhor).

Deixamos para decidir quando chegássemos de volta à Estação Autobuses del Norte. Ainda bem que não era uma atração que a gente considerava imperdível.

Uns 10 ou 15 minutos na estrada, eu a recém embalando em um cochilinho, e o ônibus parou em um engarrafamento. Aquela tranqueira, arranca e para, ninguém sabia o que estava acontecendo. Começa um rumor daqui, outro dali, até descobrirmos que a estrada estava sendo bloqueada por manifestantes. O preço da gasolina tinha subido há poucos dias de cerca de 11 para 18 pesos por litro, e diversos protestos estavam ocorrendo no país todo.

Nessa função, a viagem que deveria demorar uma hora durou cinco horas e meia! 😮

O lado legal disso é que no ônibus conhecemos uma mexicana, Andrea, que tinha morado um ano em Curitiba, e ficou super feliz em poder praticar português conosco. Ela e sua mãe moram em Juárez (bem na fronteira com os EUA) e estavam pela primeira vez visitando a Cidade do México. Conversamos um monte com elas.

Chegando na estação de ônibus, fomos em um guichê da empresa ADO para comprar nossos trechos de deslocamento de ônibus da viagem. O primeiro era com destino a Puebla, dali a dois dias. Fizemos a compra e a atendente disse que para comprar os demais trechos, teríamos que entrar em outra fila, que aquela fila ali era só para quem ia para Puebla. 🙄

Desistimos, estávamos loucos de fome! A Andrea e a mãe dela (que esquecemos de perguntar o nome, que vergonha) estavam hospedadas perto do Parque Alameda, então fomos todos juntos jantar. As barracas de alimentação do parque já estavam fechando e procuramos um restaurante nos arredores.

Passamos por um rapaz vendendo chapulines: são gafanhotos fritos temperados com sal, pimenta e limão, consumidos como aperitivo. Eles são vermelhos e foi daí que surgiu o nome do Chapolin 🙂 . Eu e o Rico pedimos para provar e não tem nada demais, é crocante e só se sente o gosto dos temperos.

Encontramos uma taquería na esquina seguinte e matamos nossa fome: tacos, quesadillas, guacamole, diversos tipos de molho de pimenta e cervejas mexicanas. Nos despedimos da Andrea e da sua mãe e agradecemos a companhia delas!

Alguns gastos (pesos):

  • Ônibus (ida+volta): 98
  • Entrada Teotihuacán: 70
  • Janta para 3 na Taquería El Caifan: 320
  • Passagem ADO Cidade do México-Puebla: 200