02/02/2018

Nossos últimos dois dias em Santiago foram dedicados a conhecer mais algumas atrações dentro da cidade.

O primeiro lugar visitado nesse dia foi o Museu da Memória e dos Direitos Humanos. É muito tranquilo de ir de metrô, pois fica ao lado da estação Quinta Normal. A entrada é gratuita e há opção de aluguel de áudio-guia. Mais informações sobre horários de funcionamento, visitas guiadas, etc, no site do museu: https://ww3.museodelamemoria.cl/.

Dois de seus andares são dedicados à exposição permanente, que conta através de objetos, fotos, testemunhos em vídeo, reportagens, entre outros, sobre o período da ditadura militar no Chile e as mais variadas atrocidades cometidas. É um soco no estômago, um tipo de atração turística que não é qualquer um gosta de conhecer, mas que eu considero muito necessária e enriquecedora. 

Apesar de ser muito triste, o museu é muito bem montado, interessante e envolvente – recomendo muito a visita. E, como diz o painel na entrada do museu: “qué pasa si olvido?” (o quê acontece se esqueço?).

museo derechos humanos

Painel na entrada do Museu da Memória e dos Direitos Humanos.

 

Saindo de lá, fomos até o Cerro Santa Lucía, para um programa mais leve. Esse Cerro é bastante curioso, pois não ocupa uma área muito grande mas atinge uma altura de 69 metros em relação à rua. Parece quase um pedregulho fincado no meio da cidade 😆 .

É um local muito agradável, um parque urbano, cheio de caminhos que levam ao seu topo, muito arborizado e com recantos como jardins, fontes e algumas construções. A subida cansa um pouco, mas indo devagar e aproveitando a beleza ao redor a gente nem sente. Sem contar que a vista lá de cima é sensacional: dá pra ver um bom pedaço da cidade, o Cerro San Cristóbal e, claro, a Cordilheira. O lugar é bastante tranquilo e relaxante, nem parece que estamos em plena Santiago e colados a uma avenida super movimentada.

cerro santa lucia

Chegando ao topo do Cerro Santa Lucía.

cerro san cristobal

Cerro San Cristóbal visto do alto do Cerro Santa Lucía. Aquele risco no meio é o trilho do funicular.

cerro santa lucia

cerro santa lucia perro

O cachorro “ignorou” a placa de que era proibido banhar-se ali e se divertiu! 😀

 

Nos afastamos um pouco desta área turística e encontramos um restaurante bem com cara de popular/local para almoçar, cheio de gente que visivelmente estava em intervalo do trabalho – ou seja, do jeito que a gente gosta 😛 . Comemos um PF super bem servido e, mais uma vez, o garçom era muito simpático.

Depois disso, fomos dar uma passeada pela região conhecida como Paris-Londres. Começamos entrando na Igreja de São Francisco, que teve sua construção iniciada em 1575 😮 e desde lá já passou por vários desabamentos parciais (e até um total) causados por terremotos.

iglesia san francisco 1

iglesia san francisco 2

Detalhes do teto e da cúpula da igreja.

 

A entrada/saída da igreja já é em frente a Calle Londres, que cruza com a Calle Paris. As construções são muito bonitinhas, em estilo europeu. Legal, porém pequeno. Na minha opinião,  vale a passada se estiver por perto, mas não justifica um desvio no roteiro só para ir até lá conhecer. Ou talvez eu estivesse com a expectativa muito alta, sei lá.

paris londres 1

Calle Londres e…

paris londres 2

Calle Paris.

 

Tiramos o resto da tarde para ficar à toa e quando caiu o entardecer fomos dar uma passeada no Bairro Lastarria. Adoramos o astral do lugar, muitos bares e restaurantes cheios, com mesas nas calçadas, artistas expondo suas obras na rua, dançarinos fazendo números… ótimo para um passeio noturno.

lastarria 1

lastarria 2

 

Jantamos no CHPE Libre, já falei sobre ele no primeiro post sobre Santiago (aqui). Fomos e voltamos a pé do nosso apartamento até Lastarria, na maior tranquilidade.

chpe libre

 


03/02/2018

Neste dia fizemos tudo a pé, pois as atrações eram relativamente próximas (para quem tem disposição) e assim aproveitamos nosso último dia em Santiago para ver um pouquinho mais da cidade.

Iniciamos o dia visitando o Centro Cultural La Moneda, que funciona no subsolo do Palácio. É um espaço bem legal com cafeteria, livraria, espaços para oficinas e para exposições. Estava ocorrendo uma exposição com réplicas de esculturas romanas e entramos, pois gostamos do tema e, para melhorar, a entrada era gratuita!

centro cultural la moneda

centro cultural la moneda

 

Dali, fomos até a Plaza de Armas. Entramos na Catedral para ver seu belo interior. Não ficamos muito tempo admirando detalhes, pois estava muito, muito cheio de gente.

catedral metropolitana de santiago

Catedral Metropolitana de Santiago.

 

Fomos no mesmo restaurante do dia anterior para almoçar, mas estava fechado, provavelmente por ser sábado. Encontramos outro, um pouco mais caro e com a comida mais sem graça, mas deu pro gasto.

Partimos para a atração que ainda tínhamos que visitar sem falta: o Museu Chileno de Arte Precolombino (informações: http://www.precolombino.cl/). Possui um acervo de obras de arte e artefatos de povos pré-colombianos das Américas Central e do Sul.

Faz parte da exposição permanente, ainda, uma seção chamada “Chile antes de Chile”, ou seja, objetos de tribos e povos que habitaram o que veio a ser o Chile e que ajudaram a formar a sua identidade. Foi a parte que mais gostei do museu, tem até alguns corpos mumificados do período compreendido entre 6000 e 2000 a.C.! Impressionante!

mumia museu arte precolombino

Múmia de criança.

museu pre colombino

 

Estas estátuas de madeira aí de cima são os chemamülles, e eram colocadas sobre as tumbas em antigos cemitérios mapuches (povo indígena ainda existente).

Até aí já achamos o museu sensacional, e a cereja do bolo foi que a exposição temporária que estava acontecendo era sobre arte rupestre no Deserto do Atacama – de onde tínhamos voltado há poucos dias. Show. Para mim, uma das principais atrações de Santiago (para quem gosta de museus, claro).

Passeamos mais um pouco pela Plaza de Armas e entramos na última atração, o Museu Histórico Nacional (http://www.museohistoriconacional.cl/sitio/). Sua entrada é gratuita. Aliás, nestes últimos dois dias, todas atrações que visitamos eram grátis, com exceção do Museu de Arte Precolombino. O site Nós no Chile (muito bom! ajudou muito no planejamento da viagem!) tem este ótimo post com uma lista de atrações gratuitas em Santiago: https://nosnochile.com.br/19-atracoes-gratuitas-para-curtir-em-santiago-do-chile/.

Retornando para o assunto do Museu Histórico Nacional, nosso interesse era fazer a visita guiada à torre do relógio. Não encontramos informações muito precisas sobre horários para essa visita, mas perguntamos quando chegamos e haveria a última do dia dali a uns quinze minutos. Aguardamos um grupo se formar e o guia deu início.

museo historico nacional santiago 1

Prédio do Museu Histórico Nacional com sua torre do relógio.

 

À medida que fomos subindo cada um dos quatro andares da torre, o guia foi contando histórias sobre a sua construção, o funcionamento do relógio e algumas curiosidades. Ao final, na parte mais alta, uma bonita vista sobre a Plaza de Armas. É um tour relativamente curto, porém curioso.

Ainda demos uma passada de olhos por algumas salas do museu, que pareceu ser interessante, mas depois de uma exposição pela manhã e uma visita a outro museu, já não estávamos mais absorvendo muitas informações. Gostaria de visitá-lo novamente, com a cabeça mais descansada.

museo historico nacional santiago 2

 

Voltamos ao nosso apartamento para terminar de arrumar as bagagens, jantar e partir. Chamamos um Cabify para nos levar ao aeroporto. O motorista era bem conversador e alegre, como muitos dos chilenos com quem interagimos nesses dias que passamos lá.

Chile nos conquistou, tanto pelas suas belezas indescritíveis quanto por seu povo solícito e simpático. Até mais, Chile! Certamente nos veremos de novo!

 

Gastos (pesos chilenos):

  • almoços: dia 02/02 – 3.300; dia 03/02 – 4.500 (por pessoa)
  • entrada Museu de Arte Precolombino: 4.500 (por pessoa)
  • Cabify da Calle Curicó (região próxima ao Cerro Santa Lucía) até o aeroporto: 12.000