15/01/2017

Saímos cedinho de Tulum, pegamos a van na esquina da nossa pousada. Elas saem com bastante frequência, mesmo às sete e meia da manhã não levou mais do que cinco minutos para sair uma. Cerca de uma hora depois, Chegamos em Playa del Carmen, a umas quatro quadras do píer de onde saem os ferryboats para Cozumel.

Mais de uma empresa faz essa travessia, aparentemente elas têm os mesmos preços. Encontramos o quiosque da Waterjets e já compramos os tíquetes de ida+volta. Dá para consultar os horários no site http://www.mexicowaterjets.com.mx/, nós nos programamos para chegar lá a tempo de pegar o ferry das nove horas.

pier tulum

Píer de Playa del Carmen.

A travessia leva uma meia hora. A primeira coisa que fizemos ao chegar foi ir na sede da operadora de mergulho Blue Magic. Cozumel é um dos melhores pontos de mergulho que existem e fomos para lá com esse objetivo. Como somos mergulhadores pouco experientes, procuramos uma operadora bem conceituada entre as dúzias que existem por lá e a Blue Magic tem excelentes avaliações.

Uma senhora começou a nos atender e a gente não entendia metade do que ela falava, até que apareceu uma moça: “Vocês são brasileiros?”. Aí sim a coisa fluiu, ela – Cris – é dive master e trabalha lá. Estávamos meio relutantes em pagar, além do mergulho, um curso de atualização (na verdade ele seria necessário, porque estávamos há três anos sem mergulhar), porque ficaria bem caro! Aí o dono veio e disse “olha, ou vocês fazem o curso de atualização, ou dividem o valor para um dive master acompanhar vocês, ou infelizmente não poderei atendê-los, pois estarei colocando vocês em risco”. Alguns teriam ficado ofendidos, mas nós achamos a postura dele perfeita! Optamos por dividir o valor do dive master (ficava menos caro e nos poupava tempo).

Depois de acertar tudo, fomos largar nossas coisas na casa que pegamos pelo Airbnb. Foi só o tempo de trocar de roupa e sair de novo. Rachamos um táxi (sempre combine o valor antes de embarcar!) até o Money Bar.

Cozumel tem uma estrutura bem peculiar. Existem poucas praias públicas, há poucos lugares com faixas de areia, para deslocar-se é preciso pegar táxi ou alugar carro/moto (ou, ainda, ir de bicicleta). Muitos dos lugares onde são montadas estruturas de acesso ao mar, através de escadas ou pequenas plataformas nas pedras, são explorados por clubes de praia ou por resorts. Em resumo, é um lugar pra gente rica!

Tínhamos lido o relato de uma moça que ficou no Money Bar, onde ela pôde usar a estrutura de espreguiçadeira, banheiro etc desde que consumisse algo no bar. Não sei se os tempos mudaram ou se foi por estarmos em três pessoas, mas nos cobraram um consumo mínimo de 500 pesos. Achamos caro e caminhamos um pouco pela estrada até o próximo clube de praia. Nesse, nem com consumo mínimo dava para entrar. Era exclusivo para os hóspedes do resort ali em frente! 😮

Resignados, voltamos para o Money Bar. Se pararmos para pensar, não é nenhum absurdo gastar algo em torno de R$ 30 por pessoa em consumo para usar a estrutura do lugar, porém fiquei incomodada por não ter a possibilidade de ir para uma praia pública e aberta se eu quisesse.

Mas deixa pra lá, estamos em Cozumel. Já que vamos ter que gastar mesmo, pedimos logo um baldinho de cervejas long neck. O tempo estava nublado, ficamos bebericando até que resolvemos cair na água e conferir se a fama do lugar se justificava. Levamos nossas máscaras e snorkels, mas tem lá para alugar também.

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Money Bar.

Um simples mergulho de snorkel já foi demais! Água clarinha, transparente, bastante vida. Muito bom!

Algumas horas depois, o tempo ficou bem feio, começou a chover e a bater um vento forte e frio. Fizemos um lanche lá mesmo, na esperança de que o tempo melhorasse, mas acabamos indo embora.

Mais no final de tarde, saímos para conhecer o centrinho de Cozumel.

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Orla central de Cozumel.

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Precisávamos sacar dinheiro e, sem exagero, acho que tentamos em uns oito caixas eletrônicos diferentes até conseguir no HSBC. Os outros terminais não liam os nossos cartões.

Assistimos ao “show de luzes” nas fontes de água da praça central. Chamar de show é exagero, mas é bonitinho.

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Procuramos um lugar muito bem recomendado para jantar, o Los Otates. Lugar simples, ceva gelada e comida típica mexicana, boa e barata. Precisa mais que isso? Comemos guacamole, tacos e burritos.

 


16/01/2017

Passamos cedo na Blue Magic e de lá fomos de táxi, com os equipamentos (em uma Doblô), ao porto. Demos sorte porque eles conseguiram organizar as saídas de modo que a Cris, a dive master brasileira, nos acompanhasse.

NOVATEK CAMERA

Na saída do porto, rumo ao primeiro mergulho.

O primeiro ponto de mergulho foi Palankar Jardines. UAU! Muitos corais coloridos. Vimos uma arraia imensa e uma tartaruga. Visibilidade de aproximadamente 50 metros! Simplesmente sensacional. 45 minutos que passaram voando.

Voltamos ao porto para trocar os tanques de oxigênio, aproveitamos o intervalo para lanchar.

O segundo ponto foi Tormentos. UAU (de novo)! Corais imensos, de cores fortes. Vimos duas lagostas enormes, além, é claro, de muuuitos peixes. Uma pena que minha câmera aquática é muito varzeana e não aguentaria a profundidade, mas a lembrança é garantida, foi uma experiência inesquecível! O cenário é indescritível e a visibilidade da água é algo.

Nossa dive master também foi ótima, super simpática e cuidadosa! Conversamos com ela sobre a exploração das praias por estabelecimentos privados. Ela contou que acontecem situações bizarras. Teoricamente, a praia é pública e as construções devem permitir, de algum modo, o acesso de qualquer pessoa à praia. Mas aí os caras vão lá, constroem um mega hotel e um pequeno corredor de acesso na sua lateral, com um portão trancado com cadeado. Quando bate alguém lá querendo chegar na praia, o papo é de que “eles não sabem onde está a chave”… Disse que já aconteceu até de chegar ao ponto dos usuários chamarem a polícia, e aí milagrosamente eles “encontram” a chave do portão… Triste isso.

Após o mergulho, com a queridona Cris.

Fomos novamente no Los Otates, para almoçar. Pedimos quesadillas, estavam deliciosas. Ainda deu tempo de tirar um soninho à tarde e pegar o ferry das seis horas para retornar à Playa del Carmen.

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No ferry, retornando de Cozumel, um pôr-do-dol lindo!

 

Alguns gastos (pesos):

  • Van de Tulum para Playa del Carmen: 45
  • Ferry (ida+volta): 100
  • Táxi do centro de Cozumel até o Money Bar: 120
  • Gastos no Money Bar para três (cevas e sanduíches): 620
  • Janta para três no Los Otates: 400
  • Compras na 7eleven (sanduíches e sucos para o café da manhã do dia seguinte): 92
  • Almoço para três no Los Otates: 300

 

Mergulho

  • Dois tanques, aluguel de regulador, neoprene e colete: USD 104
  • Acompanhamento do dive master: USD 75 (para nós 3)

 

Hospedagem: https://www.airbnb.com.br/rooms/15253666?location=cozumel&s=0FDzRRy-

USD 62 uma diária para três pessoas.

É uma casa de hóspedes no pátio da casa da anfitriã. Lugar muito bonito, com um quarto e um sofá-cama na sala. A proprietária foi muito simpática e gentil ao nos deixar entrar antes do horário de check-in e sair depois do horário de check-out, visto que não havia outras reservas.