11/01/2017

O terminal dos ônibus fica bem pertinho do hostel, num pulinho chegamos lá. O ônibus para Chichén Itzá saiu às 6h30min, nem deu tempo de aproveitar o café da manhã, mas levamos uns sanduíches e comemos durante a viagem mesmo. Depois, o resto do tempo foi dormindo, até chegar lá, duas horas depois.

A fila para entrar no sítio ainda era pequena. Antes de comprar os ingressos, deixamos nossas mochilas maiores no guarda-volumes do parque.

Entrando, há um caminho com diversos vendedores de artesanatos e lembranças, e dali a pouco… ali está ela: a pirâmide de Kukulcán (também conhecida como El Castillo)! 😮 Como eu adoro essa sensação de ver pessoalmente pela primeira vez algo que já vi dezenas de vezes em fotos!

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Ficamos um bom tempo tirando fotos com a pirâmide ao fundo sem nenhum gaiato sair de figurante. Coisa incrível. Só mesmo chegando cedo para conseguir essa proeza.

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Exploramos sem pressa o resto do sítio por nossa conta, olhando os detalhes, tirando fotos…

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Quando nos demos por satisfeitos, voltamos à entrada do parque para contratar um guia. Economizamos com hospedagens, comemos em lugares baratos, usamos transportes públicos, mas tem coisas que não dá para ser mão-de-vaca. Fazer um passeio com guia em Chichén Itzá é uma coisa que vale cada centavo e torna a experiência ainda mais especial!

Contratamos a Angelica, nos propôs fazer um tour mais curto, de uma hora e meia, por 650 pesos (o preço normal é 800 pesos). Esse preço é por grupo, e não por pessoa. Optamos por não dividir o tour com outros, nunca se sabe qual a mala que pode aparecer 😀 . E convenhamos, esse valor dividido deu pouco mais de dez dólares para cada um. Repito: vale cada centavo!

Para melhorar, ela é descendente dos maias e falava com muito orgulho e muita paixão sobre o seu povo. Foi nos mostrando por todo o lugar os detalhes, contando o que acontecia ali, quais eram os hábitos das pessoas, curiosidades etc.

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Desse ângulo dá para ver bem a diferença entre o lado que foi restaurado e o que não foi.

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Cenote sagrado, onde eram realizados sacrifícios.

Em muitas partes andamos sobre caminhos brancos, chamados pelos maias de sac be. Foram construídos para que a luz do luar os iluminasse e as pessoas pudessem utilizá-los para deslocar-se entre diferentes cidades maias. Engenhoso!

Antes de ser eleita uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo, era permitido subir na pirâmide de Kukulcán, mas a partir daí o acesso foi fechado. A guia nos contou que, em um dia, um turista pulou as cordas de isolamento e subiu na pirâmide. Quando ele desceu, um grupo de outros turistas foi lá e deu uns tabefes nele! 😀 adorei, já pensou se a moda pega?

Outra coisa interessante é que a área era privada até 2010 (apesar de já explorada turisticamente), e só aí o governo de Yucatã adquiriu a propriedade.

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Angelica mostrou onde se projetam as sombras que formam uma serpente nos equinócios de primavera e de outono. Ela disse que o local fica completamente tomado de gente e que as pessoas chegam cedo pela manhã, se sentam em uma posição estratégica e dali não saem até o sol se pôr, para admirar o espetáculo. Comentei “deve ser fantástico”, seus olhos brilharam e ela só conseguiu responder “sí…”.

A essa altura, o local estava cheio de gente. Aquela tranquilidade dos primeiros momentos da manhã já tinha acabado há tempos.

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Com nossa guia maia, Angélica.

Quando a visita guiada acabou, fomos comer alguma coisa em uma das lancherias que tem junto à entrada. Achei que seriam preços absurdos, mas eram razoáveis.

Depois, negociamos com um taxista para nos levar ao cenote de Ik Kil. Esse cenote fica a uns 10 ou 15 minutos de Chichén Itzá e forma uma combinação perfeita para passar o dia na região. Marcamos com ele um horário para que nos buscasse de volta.

É possível só entrar para passear na área do Ik Kil, mas para descer ao cenote não é permitido levar mochilas. Sim, descer, pois o cenote é um buraco, parcialmente alagado com água que vem de fontes subterrâneas. Para chegar, descemos uma escadaria que foi escavada na rocha. É sensacional!

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Alugamos um guarda-volumes para deixar nossas roupas e demais objetos (um só foi suficiente para nós 3). E lá fomos nós para o banho.

A água é geladinha, por ser um buraco mal bate sol ali. Eu sou bem friorenta e fui preparada com uma camisa de lycra, dessas para mergulho, mas a maioria vai de roupa normal de banho mesmo. Dentro da água não dá pé (estima-se que tenha cerca de 40 metros de profundidade), para quem tem receio há aluguel de coletes flutuantes.

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Descemos somente com nossos chinelos e toalhas, mas é complicado achar um cantinho para deixar as coisas. Por falta de espaço, o Rico deixou seus chinelos nos degraus que vão para uma espécie de “plataforma de saltos”. Um tempo depois saímos da água e o chinelo dele tinha sumido, pensamos que alguém tinha roubado. Aí ele teve um estalo e resolveu olhar na lixeira… e o chinelo estava lá! Ele voltou até nós e disse, estupefato: “meu chinelo estava no lixo…”. Ficou quieto uns segundos e exclamou: “no lixo, velho!”. Hahaha a indignação dele foi muito engraçada!

Depois de um certo tempo, todas as pessoas que tinham chegado tarde a Chichén Itzá estavam agora chegando no Ik Kil. A área de banhos estava abarrotada de gente e nós já estávamos cansados de ficar na água fria. Subimos, nos secamos e trocamos de roupa. No horário combinado, o taxista estava lá nos esperando e nos levou de volta à entrada de Chichén.

Pegamos nossas bagagens que estavam no guarda-volumes (ele fecha às 17h, deu para fazer tudo que queríamos ao longo do dia sem carregar peso desnecessário). Olhamos as bancas dos vendedores de artesanatos. Novamente ficamos desconfiados com os preços, mas já adianto que as coisas ali eram muito mais baratas do que em Tulum ou Playa del Carmen. Para quem pretende comprar, esse é o momento.

Às 16h30min pegamos o ônibus para Tulum. Os ônibus saem da frente da entrada do parque, mesmo local que chegam, não tem erro. Sai mais de um, para destinos diferentes, é só perguntar ao motorista que ele orienta. Levamos um pouco mais de duas horas para chegar a Tulum, parando antes em Valladolid.

 

Alguns gastos (pesos):

  • Entrada Chichén Itzá: 237 (70 tarifa nacional+167 tarifa estadual)
  • Guarda-volumes: 80 (por bagagem)
  • Guia (valor dividido entre 3 pessoas): 650
  • Hamburguer+refri no sítio de Chichén: 112
  • Táxi de Chichén até Ik Kil: 80 ida + 80 volta
  • Ingresso Ik Kil: 70
  • Aluguel de armário no Ik Kil: 30