09/01/2017

Pedimos para o hostel em Oaxaca chamar um táxi para irmos para o aeroporto bem cedo. Depois de fazer o check in na Aeroméxico, tomamos café da manhã (um sanduíche e uma xícara de café com leite, preço padrão aeroporto 🙄 ).

O voo fez conexão na Cidade do México. Diferente de quando chegamos no país, quando o cara que estava na janela ao meu lado estava dormindo com a persiana fechada, dessa vez deu para curtir o visual da cidade enquanto o avião descia e -sim- ela é gigante!

Para alegria dos nossos bolsos, encontramos uma 7eleven dentro da área de embarque e fizemos um lanche.

A vista do Golfo do México quando o avião estava próximo de pousar em Mérida era maravilhosa. Avistamos algumas lagunas rosadas, que mais tarde descobrimos o que eram.

voo

Chegando no aeroporto de Mérida, as opções em princípio eram pegar um táxi ou caminhar um bom pedaço para pegar um ônibus. Resolvemos chamar um Uber e foi uma ótima decisão: saiu baratíssimo e chegamos muito rápido no hostel.

Devia ser umas quatro horas da tarde, tínhamos passado o dia a lanches e estávamos famintos. Fomos em um mercadinho perto do hostel, comprar pão e frios. A menina que nos atendeu perguntou de onde éramos e ficou boquiaberta quando dissemos “do Brasil”. Ela não estava acreditando que pessoas tinham vindo “de tão longe”, 😀 a reação dela foi fofa e engraçada.

Já era noite quando saímos para conhecer o Zócalo de Mérida. Estavam acontecendo algumas apresentações artísticas pelo aniversário da cidade. Pesquisamos em algumas empresas de turismo sobre um passeio para o dia seguinte e depois de algumas opções fechamos o tour Charcas de Sal com a La Jarana Tours.

Caminhamos pelos arredores, olhamos mercados de artesanatos e umas opções de restaurantes para mais tarde.

Vimos um prédio bonito em frente ao Zócalo, o Palácio de Governo. Fomos lá ver se era possível visitar: não só era como ainda estava aberto e era grátis! Foi uma boa surpresa, o prédio é bem legal e dentro há uma exposição de painéis muito bonitos de um artista que retrata a História do Yucatã (em especial do povo maia).

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Palácio de Governo de Mérida.

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Na outra esquina do Zócalo, tinha uma Oxxo. Perguntamos se ali também era proibido beber na rua, a atendente disse que se colocássemos a bebida em copos opacos não teríamos problemas. Eles vendem os copos ali mesmo, compramos também cervejas e um pacote de Sabritas (nome local da batata Lays), nos sentamos na praça e ficamos curtindo nosso happy hour e a movimentação no local.

Depois da “entrada”, jantamos no Los Trompos – misto de fast food com comidas locais a bons preços. Comida gostosa.

Alguns gastos (pesos):

  • Táxi do hostel ao aeroporto em Oaxaca: 120
  • Café da manhã no aeroporto de Oaxaca: 125
  • Uber do aeroporto de Mérida até o hostel: 48
  • Oxxo (cevas, copos e batatas): 93
  • Janta para três no Los Trompos: 271
  • Tour Charcas de Sal: 600

Hospedagem: Hostal La Ermita – USD 38 por 2 diárias

Valor de um quarto para duas pessoas com banheiro privativo (nosso amigo ficou em um quarto individual, banheiro compartilhado, USD 17,50 as duas pernoites).

Café da manhã incluído, wi-fi, cozinha coletiva, piscina (que nem chegamos a usar). Fica a uns 15 minutos de caminhada do Zócalo, mas muito perto do terminal de ônibus da ADO, o que para nós fez bastante diferença pois o ônibus para Chichén Itzá era bem cedo.


10/01/2017

Estávamos ainda terminando de tomar café da manhã quando nosso guia passou lá para nos buscar. Se chamava Victor, pensa numa pessoa simpática: brincalhão, atencioso, sempre com um sorriso no rosto! Que pessoa legal! Passou o tour inteiro nos enchendo de informações sobre o local, a cultura yucateca, os costumes da população, etc.

A primeira parada do dia foi na reserva ecológica El Corchito. Foi nosso primeiro contato com os ojos de agua, uma espécie de “introdução” antes de conhecermos os cenotes.

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Ojo de agua.

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A cor da água é incrível! Ela é fria, mas o banho é irresistível!

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Não pensa muito: te joga!

Há mais de um ojo de agua na reserva. Um deles é pequeno, do tamanho de uma jacuzzi, e ali só é possível colocar os pés. Vem dezenas daqueles peixinhos que fazem trabalho de “pedicure” comendo o excesso de pele, dá uma cosquinha 🙂 !

Dúzias de quatis e mapaches vivem soltos e passam o tempo inteiro tentando arrecadar algo para comer, é bom não descuidar das mochilas e não deixar objetos pequenos soltos (eles podem carregar).

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Quati.

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Mapache.

Deu para aproveitar bem o lugar e, então, partimos para as charcas de sal. São lagoas rosadas, onde vivem diversos flamingos (foram algumas dessas que vimos quando estávamos pousando em Mérida no dia anterior). O que dá a coloração rosada aos flamingos (e também às lagoas) é um crustáceo minúsculo do qual eles se alimentam. 

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O Victor buscou penas perdidas dos flamingos junto aos arbustos ao redor, e presenteou cada um do passeio com uma. Querido!

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Percorremos mais um trecho de estrada e paramos em um ponto onde pudemos recolher sal rosa. As lagoas são bem rasas, com um pedaço de madeira a gente cava o fundo e vai retirando o sal. Várias pessoas colocaram em garrafas pet e levaram para suas casas.

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Salineras.

O último local do passeio era o município de Progreso. Ali era o almoço e depois cerca de duas horas livres para aproveitar. Olhamos o cardápio do restaurante para onde fomos levados, para decidir se almoçaríamos ali ou não. Resolvemos pedir um peixe assado, entre uns outros petiscos. No fim das contas, o peixe mal era porção para uma pessoa, ainda bem que comemos outras coisinhas junto. Depois descobrimos que bem pertinho dali tinha uma Oxxo (caso alguém queira fazer um lanche mais econômico).

Progreso é uma praia na costa do Golfo do México, inclusive recebe diversos navios de cruzeiros partindo dos Estados Unidos. O ideal seria aproveitar a praia, fora isso não tem o que fazer. Mas o vento que batia era bem desagradável, não tinha a menor condição nem de deitar para tomar sol. Ficamos perambulando pelo calçadão, fazendo palhaçada para fotos, matando tempo.

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Fazendo palhaçadas para matar o tempo…

Acho que ainda faltavam uns 20 minutos do horário combinado para ir embora e todos já estavam reunidos, esperando. O guia e o motorista perceberam e anteciparam uns minutos a volta.

À noite, novamente andamos um pouco pelo Zócalo e jantamos no mesmo lugar do dia anterior, o Los Trompos. Comemos pizza acompanhada de nachos. E a ansiedade já estava bem grande para no dia seguinte conhecer nada mais nada menos que Chichén Itzá!

Alguns gastos (pesos):

  • Almoço para 3: 375
  • Janta para 3: 252

Observações: Mérida entrou no nosso roteiro por dois motivos: conseguimos uma passagem por 10000 milhas a partir de Oaxaca e tem um ônibus que sai bem cedo rumo a Chichén Itzá e que é perfeito para quem quer chegar lá antes das multidões. Entre a chegada e a partida deixamos um dia cheio para conhecer algo por lá, mas não diria que é imperdível.

Há o Gran Museu da Cultura Maya que dizem que é sensacional e eu gostaria de ter conhecido, mas infelizmente estivemos lá justo em uma terça-feira, dia que está fechado. Se alguém visitá-lo, volta aqui e me conta como foi? 😉