30/07/2016

Fizemos o checkout e deixamos nossa mala no armário do próprio hostel. Bem na hora que chegamos havia duas gringas tirando suas coisas de um armário e já iam colocando de novo o cadeado para fechar ele… vazio! Detalhe: era o único locker disponível, todos os outros estavam cadeados. A vontade foi de xingar e perguntar se elas achavam que eram donas dele, mas pedimos educadamente para usar o armário. Elas disseram que no dia seguinte voltariam e então precisariam dele. Dissemos “ok, nós também voltamos amanhã e ele ficará disponível”. Meio a contragosto, elas nos deixaram usar. Mal-educadas!

Levamos conosco somente uma mochilinha cada um, com uma muda de roupas para passar uma noite em Águas Calientes e o dia seguinte conhecendo Machu Picchu.

Ainda demos uma caminhadinha por Cusco e compramos umas empanadas para comer na van a caminho de Ollantaytambo.

rua cusco

Ruas lindas de Cusco.

O trem para Águas Calientes sai de Poroy, uma cidade mais próxima de Cusco. Optamos por pegá-lo em Ollantaytambo para termos um pouco de flexibilidade no nosso roteiro. Muita gente faz o tour do Vale Sagrado e já fica em Ollantaytambo para pegar esse trem (é uma boa opção para quem tem menos dias em Cusco). Nossa ideia era que, se por algum motivo ainda não tivéssemos conhecido Ollantaytambo, teríamos esse dia como coringa para fazer isso, mas não foi preciso.

Outra forma (bem mais econômica) de chegar a Águas Calientes seria pegar uma van que deixa na trilha conhecida como “da Hidrelétrica”, onde se caminha por aproximadamente três horas. Honestamente, não foi a caminhada de três horas que nos assustou, mas sim o trecho feito em vans. Leva cerca de seis horas em estradas esburacadas e sinuosas e com motoristas que variam de bons a completamente malucos. Li histórias de pessoas que se acidentaram nessas vans e não tiveram nenhum tipo de auxílio porque as vans eram irregulares, não havia uma empresa da qual cobrar qualquer coisa. Claro que são casos isolados e muita gente faz esse trajeto e dá tudo certo, mas as seis horas dentro de uma van sacolejante nos fizeram desistir dessa opção.

O transporte sai da Calle Pavitos esquina com Avenida Grau. Ali ficam umas caminhonetes e vans meio estranhas, com cara de transporte clandestino, chegamos até a perguntar para uma policial na rua se era ali mesmo e ela confirmou. Ok. Ainda esperamos uns 15 minutos até a van encher e partimos. Pouco mais de duas horas de viagem e chegamos a Ollantaytambo.

van ollantaytambo

Daqui saem as vans para Ollantaytambo.

Passeamos pela cidade, suas ruas são uma graça! Tomamos um café em um bar e nos encaminhamos à estação de trem. Da praça em frente ao sítio arqueológico até lá são uns dez minutos de caminhada, mas existem tuc-tucs que fazem o transporte para quem preferir. Junto à estação tem diversas barracas de bugigangas e comidinhas, aproveitamos para fazer um lanche.

rua ollantaytambo

Rua super bonitinha em Ollantaytambo.

ollantaytambo 02

Visão do sítio arqueológico.

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No caminho para a estação de trem.

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Tivemos o cuidado de escolher um trem que fizesse o trajeto de dia, para poder curtir a paisagem. E valeu muito a pena, o trajeto é lindo. O tempo inteiro cercado de montanhas enormes e com o rio Urubamba ali ao lado. O trem é bem confortável e eles servem até um lanchinho (uns biscoitos e algumas opções de bebida, tomei um coquetel de frutas que estava uma delícia!).

inca rail

janela trem

O sol caindo atrás das montanhas durante o trajeto de trem.

Chegamos a Águas Calientes já noite. No caminho para o nosso hostel, paramos para comprar os tíquetes para os microônibus que levam a Machu Picchu. A única alternativa aos microônibus é ir a pé, mas a subida é beeeem puxada.

O hostel – Denny’s House – tinha sido reservado pelo Booking, naquela modalidade de pagamento feito na hora mas que em caso de não comparecimento o valor da diária é cobrado no cartão de crédito. Pois bem, chegamos lá e tivemos a desagradável surpresa de que nosso quarto não estava mais disponível! Eles disseram que tinham mandado um e-mail durante o dia para confirmar a reserva e como não houve resposta “acharam que a gente não viria”. Não adiantou argumentar que passamos o dia passeando e sem acesso à internet (e mesmo que tivéssemos acesso, estamos de férias, não temos obrigação de ficar conferindo e-mails!) porque o quarto já não estava mais disponível mesmo. Para amenizar a situação, eles tinham reservado um quarto em outro hotel, umas duas quadras mais acima, que nos cobraria o mesmo valor. Me pareceu uma baita falcatruagem mesmo, do tipo “vou alugar o quarto para essas pessoas que estão aqui e se os outros que tinham reservado não aparecerem eu cobro o não comparecimento e ganho duas vezes”.

Enfim, o outro hotel era bem novinho (ou reformado há pouco, as louças do banheiro e alguns objetos do quarto ainda tinham etiqueta de recém-comprados), era bem confortável, nosso quarto ficava do lado do rio e dava para ficar ouvindo o barulho da água. O nome dessa hospedagem é Samananchis, fica bem perto da entrada para as águas termais. No fim ficamos bem acomodados e deu tudo certo.

Saímos para passear pelo povoado. É um amontoado de construções de hospedagens, restaurantes e lojas, muitas delas à beira do rio, e diversas ruelas estreitas. Tem seu charme.

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Praça de Machu Picchu Pueblo.

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Por ser um povoado no meio das montanhas e de difícil acesso, pode ser caro fazer uma refeição por lá. Mas dando uma pesquisada, não é difícil de achar opções econômicas. Jantamos no Jairitos (que é também um hostel), passamos em um mercadinho para comprar água e lanches para o dia seguinte e voltamos para o hostel. A expectativa de conhecer Machu Picchu no outro dia era enorme!

Alguns gastos (soles):

  • Van para Ollantaytambo: 10
  • Janta para dois: 51

Gasto em dólares:

  • Microônibus para Machu Picchu (ida+volta): 24

Hospedagem: Hotel Samananchis – USD 30 (PEN 96) por uma diária.

Quarto com duas camas e com banheiro. Tudo muito novinho e camas muito confortáveis. Café da manhã incluso, bem simples. Wi-fi bom.