29/07/2016

Chegamos no horário combinado na Plaza Regocijo e estava aquele tumulto que já conhecíamos. Um rapaz chamou nossos nomes, nos acompanhou até o ônibus certo e desceu. Comentamos um com o outro “bem que nosso guia podia ser de novo o Quéchua. O tour com ele foi muito legal, as explicações foram ótimas…”, quando olhamos, quem entra no ônibus? Ele mesmo! Eba!

Primeira parada do dia: sítio arqueológico de Pisac. Tínhamos lido que algumas agências só visitam a feira de artesanato de Pisac e não o sítio arqueológico e tomamos o cuidado de perguntar isso na nossa agência. Recomendo prestar atenção nesse detalhe, pois Pisac foi o sítio mais lindo que visitamos (depois de Machu Picchu, é claro, que é hors concours).

Um lugar grandioso! Domina um bom pedaço da montanha com terraços agrícolas enormes. E a vista? Espetacular!

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O Quéchua falou bastante aqui sobre como os incas dominaram a agricultura e o quanto isso foi fundamental para fortalecer o império, pois eles podiam dar às pessoas uma das suas principais necessidades: comida.

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Em um paredão de pedra onde os turistas não tem acesso, vemos diversos buracos. São tumbas, os incas eram colocados ali junto com objetos pessoais e alimentos, pois eles acreditavam que na outra vida a pessoa fosse precisar disso. Infelizmente essas tumbas foram saqueadas, tanto as múmias quanto os demais objetos.

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Tumbas na rocha.

Depois de um tempo livre, descemos ao Mercado de Pisac para fazer aquela parte chata dos tour: “conhecer” lojas. Fomos a uma de objetos em prata, eles fazem uma explicação sobre a produção dos artefatos e depois esperam que as pessoas comprem, aquela velha ladainha. Depois tivemos mais um tempinho livre para ver as barracas de artesanato.

Em Cusco e arredores vemos diversas mulheres e meninas com roupas típicas, acompanhadas de alpacas ou filhotes de alpaca, que ficam chamando os turistas para tirar fotos em troca de umas moedas. Apesar de ser muito fofinho, tanto as alpacas quanto as roupas típicas, estávamos um pouco resistentes em tirar foto com elas porque na maioria das vezes são crianças trabalhando (dá muita dó) e geralmente as alpacas são “bebês” que deveriam estar com a mãe (dá muita dó parte II). Mas ali na feirinha de Pisac vimos uma menina tão bonitinha com uma alpaca tão pequena que não resistimos. Mandamos o politicamente correto para os ares (ok, nos julguem 😛 ) e fomos lá tirar fotos com ela.

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Óóóin, olha o tamanho dessa alpaquinha!

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Posso levar para casa?

Partimos em direção a Urubamba e almoçamos em um buffet que recebe diversas excursões, comida nada demais.

Depois, seguimos para Ollantaytambo. Mais um sítio impressionante! Terraços agrícolas enormes e, lá no alto, algumas construções e templos. Há indicativos de que o lugar ainda estava em construção quando teve de ser abandonado.

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Um detalhe curioso é uma parte da montanha que tem o formato do rosto de um homem barbudo.

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Homem barbudo no paredão de pedra.

Em frente ao sítio arqueológico, uma enorme feira de artesanato e diversos restaurantes. A cidade é bem bonitinha!

Seguindo o passeio, fomos visitar outro lugar que fabrica produtos de lã de alpaca. Toda aquela explicação sobre como a lã é limpa, tingida, a tecelagem etc etc. Apesar de ser um lugar diferente do que tínhamos ido no dia de passeio para Maras e Moray, até as piadinhas eram as mesmas.

Para finalizar, fomos ao sítio de Chinchero. Muitas pessoas ficaram no ônibus pois a visita seria bem curta e tínhamos que subir uma escadaria para chegar. No alto, junto às construções incas, há uma igreja colonial.

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Já estava anoitecendo quando fomos embora.

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O passeio foi sensacional, mesmo com os “penduricalhos” desnecessários como feiras de artesanato, loja de artigos de prata e fábrica de produtos de lã de alpaca. Esse é o lado negativo, pois perde-se muito tempo que fez falta para conhecer melhor os lugares, especialmente Pisac e Ollantaytambo. Esses dois teriam bem mais coisas para explorar, mas tivemos que ver o que deu sempre cuidando o relógio. O ponto (muito) positivo é ter um guia, principalmente se der a sorte que nós tivemos de pegar um guia excelente. Passar por esses lugares sem ouvir explicações sobre o que acontecia de verdade ali perderia metade do encanto.

À noite, de volta à Cusco, fomos jantar no bairro de San Blás. Escolhemos um lugar pequeno e simpático (com preços idem), que não entendemos direito se o nome era La Mariana ou Don Corleone, acho que ele tinha dupla personalidade mesmo ahah. De entrada um ceviche (se não comêssemos muito ceviche no Peru, onde faríamos isso?) e depois um lombo de alpaca com molho de champignons que estava muito bom!

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Mais um ceviche. Delicioso.

Alguns gastos (soles):

  • Almoço em Urubamba para dois: 55
  • Janta para dois: 65